
O uso do Taping (Kinesio Taping) na gestação e no pós-parto
O taping elástico (muito conhecido como Kinesio Taping) é uma bandagem adesiva flexível aplicada sobre a pele com objetivos como dar suporte, reduzir sobrecarga, melhorar a percepção corporal e, em alguns casos, auxiliar no controle de dor e edema.
Na gestação e no pós-parto, ele pode ser um recurso útil — especialmente quando combinado com orientações, exercícios e ajustes de rotina.
Por que o taping pode ajudar?
A bandagem cria um estímulo sensorial contínuo na pele, que pode influenciar a forma como o corpo percebe a região, ajudando no controle de movimento, na organização postural e no alívio de desconfortos em algumas pessoas.
Estudos clínicos e revisões sugerem benefícios principalmente para dor lombar e dor pélvica relacionada à gestação, embora a literatura ainda tenha variação na qualidade dos estudos e dos protocolos.
Indicações mais comuns na gestação
O taping pode ser considerado (quando não há contraindicações) para:
1) Dor lombar e dor da cintura pélvica
Essas queixas são muito frequentes na gravidez. Ensaios clínicos e revisões encontraram melhora de dor e função em curto prazo em parte das gestantes usando taping, especialmente quando comparado a placebo/controle e combinado com orientações/exercícios.
2) Sensação de peso / sobrecarga postural
Algumas gestantes relatam sensação de “puxar” na lombar e fadiga postural. O taping pode atuar como suporte sensorial, lembrando o corpo de ajustar postura e reduzir compensações (sempre aliado ao trabalho de respiração, mobilidade e fortalecimento seguro).
3) Edema leve (inchaço)
Em alguns contextos, o taping pode ser usado como estratégia complementar para edema leve, sempre com avaliação (principalmente para diferenciar edema comum de sinais de alerta).
Indicações mais comuns no pós-parto
No pós-parto, o objetivo costuma ser retomar função com segurança: caminhar, carregar o bebê, voltar ao exercício e reduzir desconfortos.
1) Diástase do reto abdominal (DRA)
A diástase é a separação/afastamento dos feixes do reto abdominal ao longo da linha alba, comum no pós-parto. Alguns estudos investigam o taping como complemento para conforto, percepção de suporte e função, com resultados iniciais promissores em medidas relacionadas à diástase e estabilidade, mas ainda com necessidade de mais evidência robusta e protocolos bem padronizados.
2) Dor lombar no pós-parto
Existe pesquisa sugerindo melhora de dor lombar em mulheres no pós-parto quando o taping é associado a exercícios e reabilitação.
3) Retorno ao movimento e ao treino
Em algumas mulheres, o taping pode ajudar como “ponte” — oferecendo suporte sensorial enquanto o corpo reconstrói força e coordenação (core, respiração, quadril e assoalho pélvico).
Como é aplicado (o que você pode esperar numa sessão)
Em geral, o processo envolve:
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Avaliação: entender sintomas, fase (gestação/pós), rotina, sinais de alerta e sensibilidade de pele.
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Objetivo do taping: dor? suporte abdominal? estabilidade lombopélvica? conforto em movimento?
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Aplicação personalizada: tipo de corte, direção e tensão variam conforme o objetivo e seu corpo.
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Orientações: tempo de uso, cuidados com pele, sinais para retirar.
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Integração com tratamento: exercícios e ajustes de movimento para consolidar o resultado (o taping é “um pedaço” do plano, não o plano inteiro).

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